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Quem Sou? Quem Fui? Quem Será?

há 11 minutos
1 min de leitura

Memória traiçoeira. Às vezes engana, surpreende, faz esquecer. Chega até ser memória fantasma ou falsa . Repensar fatos e acontecimentos é cair na malha fina desse drive bugado.


Lugares existem, as marcas cravadas, os choros engolidos, amor vadio, lágrimas suspensas.


“Mulher não precisa estudar, casa e cuida do marido e dos filhos. Amigos, para quê? Não precisa de amigos.”

Machismo desafiado. Hoje ela entende. Tão atrasado. Ainda vivo.


E agora o que aflora, quais sentimentos sente, que emoção vem quando se decepciona consigo mesmo. A dor que vira cor.


Divisor de águas. Ah. Chega, bate forte, sopro leve, alegre, colorido, festivo, por duas vezes. E esse divisor é continuidade. Apertos sem  nós que se desfazem livremente, tem choro, cólica, colo quentinho, leite que alimenta, aconchegos.


O calor do corpo os aquece, o amor os conforta.


Mas qual ser se torna após esse divisor? Onde se coloca agora?


Quais olhares a seguem? Bocas são caladas? Que  palavras silenciadas?


Qual cicatriz existiu ou existe ainda?


Que corte/recorte se abriu, se deslocou.


Essa costura de memória, fala, corpo, lembrança, esquecimento, tudo se confunde.


Que cor de linha arremata, reforça ou vai romper essa costura. Melhorar ou não.

O carretel é longo e firme, a linha tem fim.


Costura que cura.


Linha que segue.


Obs: Eu ainda não sei bem em que lugar, estou. Continuo nesse entender de como a vida acontece...





Stela 12/08/26


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