Quem Sou? Quem Fui? Quem Será?
Memória traiçoeira. Às vezes engana, surpreende, faz esquecer. Chega até ser memória fantasma ou falsa . Repensar fatos e acontecimentos é cair na malha fina desse drive bugado.
Lugares existem, as marcas cravadas, os choros engolidos, amor vadio, lágrimas suspensas.
“Mulher não precisa estudar, casa e cuida do marido e dos filhos. Amigos, para quê? Não precisa de amigos.”
Machismo desafiado. Hoje ela entende. Tão atrasado. Ainda vivo.
E agora o que aflora, quais sentimentos sente, que emoção vem quando se decepciona consigo mesmo. A dor que vira cor.
Divisor de águas. Ah. Chega, bate forte, sopro leve, alegre, colorido, festivo, por duas vezes. E esse divisor é continuidade. Apertos sem nós que se desfazem livremente, tem choro, cólica, colo quentinho, leite que alimenta, aconchegos.
O calor do corpo os aquece, o amor os conforta.
Mas qual ser se torna após esse divisor? Onde se coloca agora?
Quais olhares a seguem? Bocas são caladas? Que palavras silenciadas?
Qual cicatriz existiu ou existe ainda?
Que corte/recorte se abriu, se deslocou.
Essa costura de memória, fala, corpo, lembrança, esquecimento, tudo se confunde.
Que cor de linha arremata, reforça ou vai romper essa costura. Melhorar ou não.
O carretel é longo e firme, a linha tem fim.
Costura que cura.
Linha que segue.
Obs: Eu ainda não sei bem em que lugar, estou. Continuo nesse entender de como a vida acontece...

Stela 12/08/26






Comentários