top of page
AD.png

Que o Tempo Nos Marque


O corpo envelhecido não é falha, é história, é memória.


A sociedade insiste em tratá-lo como invisível.


Às vezes me pergunto por que a sociedade parece tão despreparada para ver mulheres envelhecer?


Quando uma artista como a Xuxa aparece, os comentários não falam de sua história, mas do corpo, da idade, do que mudou. 


E isso revela algo profundo: o envelhecimento feminino ainda é tratado como erro.


Desde cedo somos cobradas a sermos jovens, belas e magras como se a juventude fosse um dever.


Quando o corpo muda, somos empurradas para a invisibilidade.  


Enquanto homens envelhecem e são chamados de “maduros” ou “experientes”, nós somos vistas como “acabadas”. 


A crítica ao corpo feminino é uma forma de controle social: “Sua dignidade está condicionada à aparência jovem?’


Mas o que acontece com as artistas é apenas o reflexo do que vivemos  no cotidiano.



Nós, mulheres comuns, também somos julgadas (nas ruas, nos ambientes de trabalho, nas redes sociais) por não corresponder a um padrão que envelhece mal.  

A mídia amplifica o que já está enraizado:a ideia de que o valor da mulher está na juventude e na aparência.



Cada ruga, cada marca, cada mudança é história. 

É memória, é vida.


O envelhecimento deveria ser celebrado como acúmulo  de experiências, não como perda de valor.


O que me entristece é perceber que a sociedade ainda não aprendeu a enxergar  beleza além da juventude. 


E enquanto isso não mudar, continuaremos a negar às mulheres o direito de envelhecer com dignidade, visibilidade e respeito.



Que o tempo nos marque, mas nunca nos apague.



"Esta crônica reflete sobre o envelhecimento feminino e a forma como a sociedade insiste me torná-lo invisível. Entre memórias e marcas do tempo, defendo o direito de envelhecer com dignidade, visibilidade e respeito"


Mesmo que esse corpo seja o da Xuxa.


Stela 03/08/26


Comentários


bottom of page