top of page
AD.png

Eleição Não é Fla-Flu!

Minhas caras e caros leitores.


Antes de começar, uma confissão.


Eu sei que acompanhar política é um porre.


Tem deputado falando três horas para não responder uma pergunta. Tem candidato prometendo resolver problema que nem pertence ao cargo que disputa. Tem gráfico com seta para cima que, dependendo de onde você começa a medir, também poderia apontar para baixo.


E sempre tem aqueles que se informam pelo WhatsApp e aparentemente concluíram doutorado em Direito Constitucional entre o café da manhã e o almoço.

São geralmente os mesmos que respondem “essa imprensa é comprada” quando alguém apresenta uma fonte que contradiz o vídeo de 37 segundos recebido no grupo da família.


Mesmo assim, precisamos acompanhar política, nobres leitores e leitoras.


Não porque político mereça nossa atenção.


Alguns merecem é martelada no topo do coco.


Mas porque nosso dinheiro merece.


Política decide quanto custa o ônibus, se tem professor na escola, quanto tempo você espera para fazer um exame, quanto se investe em cultura, como a polícia trabalha (e para quem ela trabalha), onde aparece um pedágio e até se aquela obra anunciada três vezes finalmente vai existir.


Ignorar política não faz a política ignorar você.


Seria maravilhoso.


Mas não funciona.



Antes da Pancadaria Começar: Falemos de Esquerda e Direita

Vou começar do be-a-bá.


Vamos simplificar uma discussão que já rendeu bibliotecas inteiras.


Os termos esquerda e direita nasceram durante a Revolução Francesa e ganharam significados diferentes ao longo dos séculos.


Hoje, muito resumidamente, correntes de esquerda costumam defender maior participação do Estado na redução das desigualdades, políticas sociais, direitos trabalhistas e mecanismos de redistribuição de renda. Gosto de pensar que a esquerda pensa no coletivo, no "nós".


Correntes de direita geralmente dão maior importância à propriedade privada, ao mercado e a uma participação menor do Estado na economia; algumas vertentes também defendem posições mais conservadoras nos costumes. Na minha visão, priorizam o "EU".


Mas gente de verdade não vem com etiqueta de supermercado.


Uma pessoa pode ser liberal na economia e progressista nos costumes. Pode defender Estado fortíssimo quando o assunto é polícia e Estado mínimo quando o assunto é assistência social.


A política brasileira é especialmente talentosa nessa modalidade olímpica.


Gosto sempre de dizer que se um político tem uma ótima ideia para uma questão que me é cara, eu não posso fechar os olhos para todas as outras ideias merdas que ele tem. Muito comum pessoas dizerem “ah... mas ele vai resolver a segurança”, mas enquanto isso a educação, os direitos das minorias e outras questões o boi passa e destrói tudo. 


Atentem-se a isso.



E a extrema direita?

A direita democrática faz parte de qualquer democracia.


Conservadores, liberais, social-democratas, socialistas e outras correntes precisam disputar projetos diferentes de sociedade.


O negócio começa a ficar perigoso quando a disputa deixa de ser apenas sobre impostos, economia, costumes ou tamanho do Estado e passa a questionar as próprias regras democráticas ou a rever direitos conquistados.


Nas últimas décadas, movimentos de direita radical e extrema direita cresceram em diversos países usando, entre outros elementos, nacionalismo, guerra cultural, discursos antissistema, ataques às instituições e uma comunicação extremamente eficiente pelas redes sociais (redes essas que apoiam e facilitam esses discursos).


Discordar da esquerda não transforma ninguém em extremista.


Assim como votar na esquerda não transforma ninguém automaticamente em comunista.


Eu sei.


É decepcionante.


A realidade insiste em ser mais complicada do que um meme para o desespero da nação.


E, aproveitando, já vamos combinar que:


  • nem todo mundo que vota no Lula gosta do Lula.

  • Nem todo eleitor do PT é socialista / comunista.

  • Nem todo eleitor do Tarcísio é bolsonarista.


Eleitor não é pacote fechado.



E o tal Centrão?

O Centrão não é o centro político.


Seria fácil demais.


O nome surgiu durante a Constituinte de 1987-1988 e hoje é usado para identificar um conjunto variável de partidos, principalmente de centro e centro-direita, com enorme capacidade de articulação no Congresso.


Mas, nobres leitores e leitoras, fazer acordo político não é problema. Democracia exige negociação.


O problema aparece quando programa político vira item opcional e cargos, verbas, ministérios e sobrevivência eleitoral passam a determinar praticamente todas as alianças.


Aí entra o famoso fisiologismo.


O camarada consegue apoiar governos ideologicamente opostos com uma flexibilidade que faria uma professora de ioga pedir consultoria.


Mudou o presidente? Tudo bem. Troca-se a foto da parede.



O chamado Centrão negocia com governos dos mais diferentes espectros. E exatamente por isso merece atenção permanente. Porque quando permanecer próximo do poder se torna mais importante que um projeto de país, nós temos um problema.


Mas são sempre as mesmas famílias!

Em muitos lugares, são mesmo.


O Brasil possui longa tradição de dinastias políticas.


Há famílias atravessando gerações em prefeituras, assembleias, governos estaduais, Câmara e Senado.


E vale prestar atenção nisso porque poder político acumulado costuma produzir mais poder político.


Dinheiro gera influência e Influência abre portas e Portas abertas ajudam a preservar patrimônio e poder.


Tem gente tirando proveito de dinheiro adquirido com escravidão e exploração até hoje.


Precisamos quebrar essas correntes



Tarcísio x Haddad: rolou o debate da Band e começou a chuva de estatísticas

Domingo tivemos o primeiro debate eleitoral do ano na Band entre Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad na disputa pelo governo paulista.


E aconteceu aquilo que todo brasileiro politicamente traumatizado conhece.


Um número. Outro número. Uma porcentagem. Uma acusação. “E que na minha gestão...” “E que lá na sua gestão...” “Lula...” “Bolsonaro...”... E em algum momento quem não estava bebendo passou a considerar seriamente começar.


Só que números tem uma característica maravilhosa: dá para conferir.


E é aí que o debate fica interessante.


Sempre que assisto a um desses encontros, procuro acompanhar veículos de checagem.


Porque candidato pode falar com segurança, levantar a voz, tem quem sabe olhar na bolota do seu olho pela câmera e com a maior firmeza mentir na sua cara.


Então vamos brincar de uma coisa revolucionária em período eleitoral: conferir fatos.




🚨 EDUCAÇÃO: Tarcísio disse que São Paulo permanecia em determinadas posições no Ideb.

Mentiu o danadinho.


Segundo a Agência Lupa, Tarcísio afirmou que São Paulo estava em 3º lugar nos anos iniciais do ensino fundamental, 5º nos anos finais e que permanecia em 8º lugar no ensino médio.


Falar até papagaio fala né. Os números oficiais não mostram isso.


Nos anos iniciais, São Paulo estava em 4º lugar em 2023 e caiu para 7º em 2025. Nos anos finais, estava em 6º e caiu para 7º. No ensino médio, mesmo considerando o ensino técnico, passou da 6ª para a 8ª posição.


Checagem completa AQUI!



É justamente aqui que quero colocar o dedo na ferida.


Não estamos falando do sujeito no bar tentando lembrar quantos gols o Corinthians fez em 1998.


É o governador de São Paulo falando dos indicadores da educação do estado que ele diz que administra e que pretende continuar administrando.


Se o dado apresentado ao eleitor está errado, o mínimo que podemos exigir é uma explicação do porque ele mente.


 EDUCAÇÃO: Haddad disse que São Paulo caiu da 3ª para a 10ª posição no Ideb do ensino médio.

Trabalhando com a verdade


Em 2021, antes da gestão Tarcísio, a rede estadual paulista tinha nota 4,4 e aparecia atrás apenas de Paraná e Goiás, empatada com outros estados.

Em 2025, a nota foi 4,3 e São Paulo apareceu na 10ª posição.


Ou seja:


Nesse ponto, Haddad acertou.


E a informação é particularmente importante porque Tarcísio tentou contestá-la usando números que estavam errados.


A Lupa confirmou.

O UOL Confere também.


 EDUCAÇÃO: Haddad disse que São Paulo tem 61% das crianças alfabetizadas na idade certa, abaixo da média brasileira de 66%.

BINGO


Os números são do Indicador Criança Alfabetizada.


São Paulo: 61%.

Brasil: 66%.


Não tem interpretação ideológica aqui.


61% continua sendo menor que 66% mesmo que você coloque um filtro patriótico no Excel.


Ainda vamos falar muito sobre educação nessa gestão do Tarcísio, pois me nego a acreditar que é com porrete que devemos tratar professores e educadores. Só para dar um gostinho (amargo) na boca, tem uma bomba-relógio que merece um post só para ela: os professores. Sob Renato Feder, secretário de Educação de Tarcísio, São Paulo acelerou um modelo fortemente baseado em plataformas digitais, padronização, metas, monitoramento de desempenho e bonificações vinculadas a resultados. Uma política que o próprio governo apresenta como modernização e valorização por desempenho. O outro lado dessa história é bem menos bonito: relatório da Plataforma Dhesca Brasil aponta que essa “plataformização” tem reduzido a autonomia docente, intensificado cobranças e produzido impactos sobre o bem-estar dos profissionais; e os números de adoecimento que já vimos são brutais. O mais irônico é que o Estado precisou criar por lei o programa "Cuidar de Quem Educa", destinado justamente à saúde mental e emocional desses trabalhadores. Uma pesquisa divulgada pela APOESP em 2026 apontou que 97,6% dos trabalhadores da educação ouvidos associavam sofrimento emocional às condições de trabalho. Não é exatamente o tipo de indicador que cabe naquele PowerPoint sorridente de “gestão eficiente”.Talvez antes de transformar professor em operador de plataforma, cumpridor de meta e produtor de indicador para PowerPoint, fosse interessante perguntar como anda quem está lá na sala de aula.


Mas calma: educação merece um Molotov inteiro para discutirmos, e teremos.



🚨 SAÚDE: Tarcísio disse que Haddad não entregou UPAs quando foi prefeito.

Olha ele mentindo de novo.


Essa é uma das falas mais objetivamente verificáveis do debate.


Tarcísio disse que Haddad “tinha que entregar UPAs, mas não entregou”.


Entregou sim. Três (poderia ser mais né?!).


  • Uma em Campo Limpo, em 2014.

  • Outra na Vila Santa Catarina, em 2015.

  • E uma terceira em Itaquera, em 2016.


A administração Haddad ainda deixou 12 obras de UPAs em andamento, posteriormente inauguradas em outras gestões.


Isso é exatamente o tipo de frase que precisamos guardar quando alguém disser, “Mas ele falou com tanta convicção...”. Pois é. Convicção não é unidade de medida.




 SEGURANÇA PÚBLICA: Tarcísio disse que São Paulo teve o menor número de latrocínios da história.

VERDADEIRO no recorte apresentado.


No primeiro semestre de 2026 foram registrados 44 latrocínios no estado.


É o menor número para o período desde o início da série histórica da Secretaria de Segurança Pública, em 2001.


Mérito do indicador.


Aqui não adianta eu não gostar do governador.


O número é bom. É fato. E não fez mais que a obrigação e seguimos.


⚠️ SEGURANÇA PÚBLICA: Tarcísio disse que São Paulo tem “o menor indicador de segurança pública do Brasil”.

EXAGEROU NÉ!.


Segurança pública não possui um único indicador mágico chamado “índice da segurança”.


São Paulo apresenta resultados muito positivos em algumas modalidades, principalmente homicídios.


Mas tá longe de ser exemplo e não lidera o país.


A frase transforma diversos indicadores diferentes em uma espécie de campeonato único.


Não funciona assim rapaz.



⚠️ SEGURANÇA PÚBLICA: Haddad disse que a capital paulista responde por 20% dos roubos de celulares do país.

FALTA CONTEXTO.


O percentual utilizado corresponde à soma de roubos + furtos registrados na cidade de São Paulo.


Haddad falou apenas em roubos.


Parece detalhe mas em estatística criminal não é.


Roubo envolve violência ou grave ameaça. Furto não. Misturar os dois aumenta artificialmente o número associado à palavra “roubo”.


Puxão de orelha no Haddad também, mas ainda assim, 20% dos celulares que vão pro beleléu, tão na capital paulista.



⚠️ FEMINICÍDIO: Tarcísio afirmou que Ceará e Rio Grande do Norte têm índices de feminicídio “muito maiores” que São Paulo.

EXAGERADO por um detalhe.


Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública:


  • São Paulo: 1,1 feminicídio por 100 mil mulheres.

  • Rio Grande do Norte: 1,2.

  • Ceará: 1,0.


Então, Tarcísio, “Muito maiores”? Não, né. Um deles nem maior é.




E já que entramos no feminicídio, vale guardar outro número para um Molotov que virá. Em 2024, enquanto São Paulo registrava 253 feminicídios (14% a mais que em 2023 e o maior número desde 2018), MESMO ASSIM o governo Tarcísio congelou 96% dos R$ 26 milhões previstos para programas de enfrentamento à violência contra a mulher nas secretarias de Segurança Pública e de Políticas para a Mulher: apenas R$ 900 mil foram liberados. E não parece ter sido apenas um soluço de um ano: levantamento publicado pela Folha mostrou que, somados 2024 e 2025, a Secretaria de Políticas para a Mulher empenhou apenas 53% dos R$ 61 milhões previstos. Então, quando o governador subir no palanque para falar sobre proteção às mulheres, convém fazer aquela pergunta chata que político detesta: quanto do dinheiro que estava no orçamento realmente chegou à política pública?E nem vamos falar quem ele apoia e é apoiado politicamente não é mesmo?




⚠️ POLÍCIA CIVIL: Tarcísio disse que seu governo fez os dois maiores concursos da história da Polícia Civil.

FALTA CONTEXTO.


O governo Tarcísio realmente ampliou convocações, realizou etapas e nomeou milhares de policiais.


Mas os dois processos mencionados começaram antes. O primeiro teve editais publicados em 2021, durante João Doria. O segundo teve autorização para abertura das vagas em setembro de 2022, durante Rodrigo Garcia.


Tarcísio conduziu etapas importantes e ampliou convocações. Mas dizer simplesmente “nós fizemos” apaga convenientemente a origem dos concursos, assim como ele gosta de fazer com recursos federais em obras e ações para o estado de São Pulo.



SABESP: Tarcísio disse que as tarifas caíram após a privatização da Sabesp. 

VERDADEIRO, MAS COM UM BELO ASTERISCO. 


Logo após a privatização, em julho de 2024, houve redução de 10% nas tarifas social e vulnerável, 1% na residencial e 0,5% nas demais categorias  e, para a tarifa residencial, o desconto incidia somente na primeira faixa de consumo. 


Só que “a tarifa caiu” não significa “a conta continua caindo”: desde janeiro de 2026, as tarifas foram reajustadas em 6,11% (a Sabesp informou reajuste médio de 6,5%), reposição atribuída à inflação acumulada desde a privatização. O argumento do governo é outro: mesmo aumentando nominalmente, a tarifa estaria abaixo do valor de referência que seria cobrado caso a empresa permanecesse estatal, graças inclusive a um fundo público criado para subsidiar essa diferença. Portanto, Tarcísio não inventou a redução inicial, ela aconteceu. Mas transformar isso simplesmente em “privatizamos e a água ficou mais barata” esconde uma história bem mais complicada: houve desconto inicial, depois reajuste, e parte da modicidade tarifária depende de recursos públicos. 


Vamos falar muito sobre privatizações ainda em outros Molotov’s




🚨 ECONOMIA: Haddad disse que Rubens Ometto foi o maior doador individual da campanha de Tarcísio em 2022.

Se sujou por nada. Isso é FALSO.


Quando falo que Haddad debate igual minha sobrinha de 3 anos, não tô brincando. O cara tem um fato maravilhoso para jogar na cara do público e ele escorrega e mente.


O empresário Rubens Ometto  doou R$ 200 mil


Agora, quem doou mesmo (o dinheiro dos aposentados e de tantos outros que roubaram no caso MASTER), se tornando um dos maiores doadores individuais foram Fabiano Zettel e outro foi o Otto Medeiros de Azevedo Júnior, com R$ 2 milhões cada.


Aqui Haddad errou feio.


As informações estão disponíveis no próprio sistema eleitoral.




⚠️ Haddad disse que São Paulo cresceu 0,4% enquanto o Brasil cresceu 2,3%.

MISTUROU ALHOS CO BUGALHOS.


Os dois números existem.


O problema é que não medem o mesmo período.


  • O crescimento de 2,3% do Brasil refere-se ao PIB de 2025.

  • O número paulista de 0,4% considera os 12 meses até maio de 2026, segundo levantamento baseado no indicador regional do Banco Central.


Comparar os dois diretamente é estatisticamente inadequado.



É isso que eu quero que vocês entendam quando político joga número no debate.


Às vezes o número é verdadeiro. A malandragem está na comparação.




Então quem “mentiu mais”?

Estes são alguns dos fatos que considerei importante trazer, mas ao longo do texto vocês tem o link de checagens completas.


O que queria com esse texto é iniciar essa temporada de publicações sobre as eleições e aos poucos vou trazendo temas que precisamos discutir para decidir quem colocar nas cadeiras nestas eleições.


Importante trazer que aqui não é FLA X FLU. Não temos um placar final de quem mente ou diz a verdade.


Primeiro porque falso, exagerado e falta de contexto não significam a mesma coisa. Segundo porque as agências não verificam necessariamente todas as frases pronunciadas. E terceiro porque chamar alguém de mentiroso exige uma conclusão sobre intenção que uma checagem factual, sozinha, não demonstra.


E aqui, para mim, aparece uma diferença importante entre os erros dos dois:


Haddad escorregou (e precisa ser cobrado por isso) em números sobre doações eleitorais, juros, crescimento econômico e outros temas. Tarcísio, porém, apresentou informações falsas, exageradas ou incompletas justamente sobre áreas que administra e usa para pedir mais quatro anos de governo: educação, segurança, saúde, saneamento e combate ao feminicídio. 


Quando um governador informa errado a posição de sua própria rede no Ideb ou usa dois meses de queda para dizer que sua política contra o feminicídio está funcionando, embora o semestre tenha terminado com recorde de 141 feminicídios e alta de 10%, a questão deixa de ser um simples tropeço numérico. É o eleitor recebendo uma fotografia mais bonita do governo do que aquela mostrada pelos próprios dados.


E, amizades… vocês não precisam acreditar em mim.


Aliás, não acreditem. Nem em mim, nem em ninguém.


Vão checar e confirmar as informações! Essa talvez seja a coisa mais importante que esta coluna possa fazer durante a eleição.



Nos próximos meses esta coluna vai olhar principalmente para duas disputas:


Governo de São Paulo e Presidência da República.


Porque é aqui que voto e são esses governos que consigo acompanhar mais de perto.


Vamos passar por educação, segurança, saúde, cultura, economia, privatizações, transporte, moradia, direitos, impostos, promessas cumpridas, promessas esquecidas...


E aquelas promessas que depois da eleição vão morar no mesmo lugar em que guardo o equipamentos de academia comprados em janeiro.


Vou olhar o governo Tarcísio assim como vou olhar o governo Lula. O que fizeram e o que não fizeram. O que disseram que fariam e aquilo que agora juram nunca ter dito. 


Se você mora em outro estado, melhor ainda. Mande informações, dados, denúncias e escreva para gente


O Molotov Bairrista adoraria ter correspondentes bairristas espalhados pelo país.


Minha única promessa eleitoral


Você não precisa concordar comigo. Na verdade, espero sinceramente que algumas vezes não concorde. Porque política não deveria ser torcida organizada. Se Tarcísio fizer algo que funciona, quero saber. Se Lula fizer merda, quero saber também. Se Haddad inventar número, vamos conferir. Se alguém da direita disser algo verdadeiro, continua verdadeiro. E se alguém da esquerda disser uma bobagem, colocar uma estrela vermelha em cima não transforma aquilo em ciência.


Um dos grandes problemas da política atual é justamente este: escolhemos primeiro quem queremos defender e depois procuramos os fatos que nos ajudam.


Aqui vamos tentar fazer o contrário. Primeiro o fato e depois a porrada.


Quero tentar colaborar para que eu e todos que chegarem até esses textos, cheguem à urna sabendo um pouco mais do que sabia quando começamos esse período eleitoral e votem com muito mais consciência.



Facilitando a vida de vocês, segue alguns sites para conferir falas durante debates:



Agência Lupa

É uma das principais organizações brasileiras especializadas em checagem de fatos e costuma acompanhar debates e campanhas eleitorais.


Aos Fatos

Outro projeto brasileiro dedicado especificamente à verificação de informações e desinformação política.


UOL Confere

Mantém checagens de declarações, vídeos, mensagens e debates eleitorais.


Projeto Comprova

Comentários


bottom of page