Casa. Memória. Corpo.
- Stela Alves

- há 11 minutos
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Escrever
é uma forma de preservar,
o que o tempo tenta pagar,
pessoas,
luares,
sensações,
cheiros,
sentimentos.
As dores,
as decepções
ficam quietinhas,
guardadas
em uma caixa de papelão
Às vezes,
molha e vaza.
Recolher e voltar
para a caixa novamente
vira um filme
que perdeu a cor.
Caixa.
Memória.
Corpo.
Toda trajetória, é história,
não desaparecerá.
se agarra a um galho - fino
pouca sustentação.
a forma como se agarra
não importa.
Se firma.
A história
é contada
por conchas,
que recolhem,
servem,
acolhem,
alimentam essas lembranças,
que se derramam
pela memória,
pelas visões,
por mãos,
que circulam o corpo.
Um corpo
atravessado pelo tempo,
que viveu,
reviveu,
relembrou.
Pais,

irmãos,
filhos.
Casa Natal




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