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Resenha | Scarpetta: Médica Legista - Nicole Kidman merecia uma investigação melhor




Hello, Hello, Hello, Manas, Monas e Manos.


Olha... vou confessar uma coisa pra vocês.


Eu adoro um suspense policial. Quando vi o nome da série, Nicole Kidman e Jamie Lee Curtis? Rapaz... já tava separando o café e o cobertor achando que vinha aí aquela maratona digna de "só mais um episódio hoje, por favor".


Bom... não veio.



Scarpetta, nova série do Prime Video baseada nos livros de Patricia Cornwell, tem uma premissa bem interessante: a Dra. Kay Scarpetta (Nicole Kidman) retorna ao cargo de chefe do Instituto Médico-Legal da Virgínia para investigar um assassinato que parece ter ligação com um caso de quase trinta anos atrás. A série alterna entre passado e presente tentando construir esse grande quebra-cabeça.




Na teoria, apesar de nada inédita a ideia, é sempre um prato cheio esse formato.


Mas, na prática... a coisa desanda um tantinho (para mim, né!)


Sempre penso que existe uma diferença enorme entre fazer suspense... e simplesmente deixar o público confuso.


Aliás, me conta aqui nos comentários: você gosta de séries que entregam tudo mastigado ou prefere montar o quebra-cabeça junto com os personagens?

Scarpetta passa boa parte do tempo na segunda opção.


Mas os diálogos são estranhos em vários momentos, algumas conversas parecem não levar a lugar nenhum e o vai e volta entre passado e presente acaba confundindo muito mais do que ajudando. O curioso é que, quando finalmente algumas peças se encaixam nos episódios finais, você percebe que vários indícios já estavam lá desde os primeiros capítulos.


Só que isso não ocorre porque a série construiu um grande mistério. Mas sim porque a narrativa ficou confusa mesmo. Ou será que sou muito "Tchonga"?. Pode ser também 🤡


Confesso que demorei muito para entender algumas relações envolvendo os assassinatos. E não foi aquele "Nossa! Como não percebi?". Foi mais um "Ah... era isso?".


E isso muda completamente a experiência.


Apesar disso, nem tudo está perdido.


Nicole Kidman faz uma Kay Scarpetta bem regular. Não decepciona, mas também não é nada demais (sempre esperamos algo dela, não concordam?). Mas quem realmente roubou minha atenção foi Dorothy Farinelli, interpretada por Jamie Lee Curtis. A irmã da protagonista é, para mim, a personagem mais interessante da série. Sempre que ela aparecia em cena, era um alívio. Sempre muito expansiva, divertida, entregou momentos de emoção, humor. Sempre tinha algo de bom rolando com ela em cena. A relação entre as duas e dela com a filha rendem alguns dos melhores momentos da temporada.

Aliás, falando em elenco...

É até curioso perceber como um elenco desse tamanho consegue segurar uma história que, sinceramente, não acompanha o talento de quem está em cena.


Outro ponto que me decepcionou foi justamente o trabalho da medicina legal.

Esperava investigações mais inteligentes, perícias mais instigantes e uma construção maior em torno da profissão da Scarpetta. Mas a parte forense acaba ficando em segundo plano durante boa parte da temporada e algumas respostas simplesmente ficam abertas no final.


Sem spoiler.


Só fica aquela sensação de: "Ué... mas isso não ia ser explicado?"

Outra coisa que não consegui aceitar é como uma legista estava tão envolvida em uma investigação. Ela praticamente era uma detetive. Fazia buscas, interrogava e tudo mais que um detetive faz. Fui até pesquisar se isso era comum nos EUA e bem, alguns estados até permitem mas o que descobri é que rolou uma certa "liberdade artística"ali para trazer mais apelo a série. Não li o livro, mas imagino que pode ser assim desde o livro. Alguém já leu o livro que originou a série?


Vou ser completamente sincera com vocês...


Eu terminei a série. Mas terminei porque ela acabou virando aquela série perfeita para colocar antes de dormir. E, em algumas noites... Funcionou exatamente para isso 😅.


Para mim é uma nota 6/10

🍅 Rotten Tomatoes: 57% (crítica)

🎥 IMDb: 6,0/10



Agora, se você gosta de acompanhar atuações fortes, vale a pena dar uma chance. O elenco entrega atuações de regulares para boas, bem mais do que o roteiro consegue aproveitar.


Curiosidades da produção


  • A série é baseada na famosa coleção de livros da escritora Patricia Cornwell, publicada desde a MELHOR DÉCADA (para mim né rs), 1990.

  • Nicole Kidman e Jamie Lee Curtis também atuam como produtoras executivas da série.


Ficha Técnica


  • Showrunner / Roteirista: Liz Sarnoff (conhecida por Lost e Barry).

  • Diretor: David Gordon Green (diretor dos episódios iniciais).

  • Produtores Executivos: Nicole Kidman, Jamie Lee Curtis, Liz Sarnoff, David Gordon Green, Per Saari e Patricia Cornwell.

  • Empresas Produtoras: Blossom Films, Comet Pictures, Amazon MGM Studios e Blumhouse Television.


Elenco Principal e Personagens


  • Nicole Kidman: Dra. Kay Scarpetta (Patologista Forense).

  • Jamie Lee Curtis: Dorothy Farinelli (Irmã de Kay).

  • Simon Baker: Benton Wesley (Perfilador e Agente do FBI).

  • Bobby Cannavale: Pete Marino (Investigador de Polícia).

  • Ariana DeBose: Lucy Farinelli (Sobrinha de Kay).

  • Rosamund Pike: Versão jovem da Dra. Kay Scarpetta (nos flashbacks de 1998).

  • Jake Gyllenhaal: Versão jovem de Benton Wesley (nos flashbacks de 1998).



Vale a pena?


Se você procura uma investigação policial extremamente inteligente e cheia de reviravoltas... talvez não seja a melhor escolha.


Mas, se gosta de acompanhar grandes atores em cena e não se incomoda com uma narrativa um pouco bagunçada, Scarpetta pode render uma boa maratona de fim de semana.


E agora quero saber de vocês.


Vocês conseguiram entender a história logo nos primeiros episódios ou também ficaram completamente perdidos com a linha do tempo? Conta aqui nos comentários!


Sempre Investigando as profundezas dos streamings

Milly Alves

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